terça-feira, 6 de outubro de 2009

Esquadrão do samba


Meu pandeiro rebate no gol
E na defesa bate o tamborim
O reco-reco, o agogô, a frigideira
Entregando de primeira quem dizer
Passe pra mim
No meio campo vem a formação
Um cavaquinho e um bom violão
O surdo joga na frente de ropendor
O gaza de goleador o repenica a repica
Pela direita tocando com a cuíca
A torcida se agita pra ver o samba jogar

Gol, mas um gol esse time não pode perder.
A seleção do meu samba ninguém
Consegue vencer
Olha o Gol, mas um gol esse time não pode perder.
A seleção do meu samba ninguém
Consegue vencer

Meu pandeiro rebate no gol
E na defesa bate o tamborim
O reco-reco, o agogô, a frigideira
Entregando de primeira quem dizer
Passe pra mim
No meio campo vem a formação
Um cavaquinho e um bom violão
E pode vim a seleção do estrangeiro
Bem quente que o brasileiro
Já montou seu esquadrão
Sei que lá fora o meu samba não tem nome
Compete, mas passa fome, se gritar leva carão.
Em nossa área apareceu o rock roll
Ta por ai fazendo gol
Mas no bom samba não faz não

Gol, mas um gol esse time não pode perder.
A seleção do meu samba ninguém
Consegue vencer
Olha o Gol, mas um gol esse time não pode perder.
A seleção do meu samba ninguém
Consegue vencer

ass: Chico da Silva

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Quando os sonhos se realizam


(musa inspiradora)
Daniel A. Dos Santos

Eu continuo sonhando
E em busca da perfeição
Do amor sem falhas
Da mais pura paixão

O sonho se realizou
Eu já gritei pro mundo
Que achei meu amor
Perfeita, escultura, obra prima
É ela que brilha mais forte
Que qualquer estrela no céu
Meu mundo, meu domínio
Meu triunfo e minha paz
Meu vicio, minha fé
Meu desejo, meu céu
Minha mulher

A moça que me encantou
Que me faz ter belos sonhos
Ah sim aconteceu
O sonho se realizou
Falo, digo, repito
Encontrei meu amor

Minha musa inspiradora
Minha canção perfeita
Meu raio de luz que vem lá
Do horizonte
Minha bela fonte
De inspiração
Semideusa, um anjo
Adjetivos não cabem mais
Cabe a mim
Dizer-te assim
Te amo demais

É o sonho se realizou
Junto a isso
Aconteceu muita coisa
Pois é minha vida mudou

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Um Velho Malandro de Corpo Fechado


Arlindo Cruz

Olha o samba aí de novo
Servindo de rima pro bem do meu povo
Saindo das cinzas sem ter se queimado
É o velho malandro de corpo fechado

Olha o samba aí de novo
De peito aberto querendo passar
Mais forte que o tempo, quem sabe o infinito
E bem mais bonito pra gente contar (cantar)

O samba é retrato do meu ser,
uma pintura, é um quadro de Debret
Um arrastão de paz
é o meu coração que quando bate faz o reviver da multidão

por que meu samba é meu dengo, meu chamego
É meu sossego, é meu bem, meu bem querer
é tudo que eu quiser, o samba é meu lugar, é meu viver
Sambar

Pra alegria eu peço bis

Fundo de quintal

Não me fale de tristeza
Não não não
Não fique aí de bobeira
Não não não
Não me fale de canseira
Não não não
Aproveite cada momento bom

Não chore de barriga cheia
Não não não
Não reclame por besteira
Não não não
Siga em frente e não olhe para trás
o melhor da vida é você quem faz

Não me venha com problemas
Não não não
Não me crie mais dilemas
Não não não
Se quiser seguir comigo é assim
Aproveite que a vida é curta
E curta assim

Sorria!
Sorria tire a tristeza dessa cara
Celebre que o tempo não para
O bom da vida é ser feliz
E viva de bem com o seu coração
Pra baixo não fico não
Pra alegria eu peço bis

Pode sorrir!


Sorria tire a tristeza dessa cara
Celebre que o tempo não para
O bom da vida é ser feliz
e viva de bem com o seu coração
Pra baixo não fico não
Pra alegria eu peço bis

Não me fale de tristeza
Não não não
Não fique aí de bobeira
Não não não
Não me fale de canseira
Não não não

Aproveite cada momento bom
Não me venha com problemas
Não não não
Não me crie mais dilemas
Não não não
Se quiser seguir comigo é assim
Aproveite que a vida é curta
E curta assim

Sorria tire a tristeza dessa cara
Celebre que o tempo não para
O bom da vida é ser feliz
e viva de bem com o seu coração
Pra baixo não fico não
Pra alegria eu peço bis (2X)

Renascitempo VI A volta... por cima

Ass. :Daniel Augusto Dos Santos

Voltei
Simples assim, talvez
Eu estou de volta
E vim pra ficar dessa vez
Não pretendo abandonar ninguém
Nem deixar que as pessoas que amo
Sintam saudades
Pretendo ser um eu melhor
É verdade
Porém
Preciso que me dêem tempo
E dêem também tempo ao tempo
Porque o tempo passa rápido demais
E decisões infelizes
Doem mais do se imagina

Eu quero
Querer de novo abrir
Um novo leque de opções
Para eu poder resolver
Para eu poder poder
Para eu respirar antes de agir
Para que ninguém venha a sofrer

Eu sou só mais um
Voltando no tempo
Querendo refazer a história
Deixar pegadas pregadas
No coração e na memória
De quem gosta de mim
De quem eu tanto gosto
Serão bons dias de luta e de glória

sábado, 19 de setembro de 2009

Mulher valente - uma homenagem a todas as mulheres



Grupo Fundo de Quintal

A mulher tá danada
Fazendo sucesso
Ganhando dinheiro
E não tem corpo mole
Criando e mandando no mundo inteiro
Conquistando lugar que só homem chegava
Mulher tá chegando primeiro
Era discriminada
Sofria calada no seu dia dia
Ela mudou de vida
Está protegida
Tem delegacia
Hoje exerce poder de fazer tanta coisa
Que muito machão não faria

Tem mulher
Tem mulher
Tem mulher
Dando show no gramado
Apitando, jogando
Batendo um bolão
Tem mulher
No congresso brigando
Buscando a saída pra nossa nação
Tem mulher
Que não foge da luta
Encara uma obra
Virando concreto de cabo na mão
Tem mulher
Tem mulher
Tem mulher
Turbinada, com lipo, botox e silico
Que agrada geral
Tem mulher
Que é chefe da casa
Trabalha domingo e acha normal
É a mulher
Verdadeira, parceira
Que é sempre guerreira
Mudando os conceitos da vida real.

Ouro de Tolo

Composição: Raul Seixas

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...