terça-feira, 20 de outubro de 2009

A arte do saber



Requisito pra sobreviver
Saber que a vida é muito mais do que se espera
Saber esperar o momento certo
Pensando bem, o melhor de tudo é saber.
Vivenciando várias situações dramáticas
Ou nem tanto sigo meu rumo sem medo de ofender
A gramática

Saber que a dor da perda dói
Saber que os sábios da vida nos ensinam
E nos passam seu conhecimento nos passam seu saber
Para um dia assim depois de uma longa jornada... morrer
O amor dói também, dói quando se ama e quando se desama
Mas no fim de tudo
Deixa-se o saber de lado e tudo se resolve melhor
Na cama

Sabe-se que a vida é longa demais para se desperdiçar
Mas se todo mundo sabe disso
Qual é o porquê do matar?
Pode-se saber que uma amizade é infinita
Em longo prazo, porque se for a curto prazo não vale a pena
E porque tanta gente ainda duvida de amizades dos sexos opostos
Que seja serena
Que seja eterna enquanto dure
Que dure para sempre que o sempre seja eterno
Velho ditado, bem conhecido
Amado e odiado não sei porque
Mas os meus porquês acabaram e
É pouco meu saber
Só preciso praticar para passar tudo que falo ou escrevo
Para você

ass: Daniel Augusto dos Santos

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Da cor da noite: Nêgo


Subestimando
As águas correntes
E as correntes que prenderam meus ancestrais
Não me prendem jamais

Navio negreiro não
Navio de negros
Transporte de talento
Que atingiu o mundo inteiro

O tempo e suas surpresas
Apaguem as velas
E deixem apenas as luzes acesas
Mas direto como santo conversa
O sangue, o suor, a raça
Negra na cor mente e alma
E brindemos com uma taça
De amor e solidariedade

Com branco, índio, coisa e tal....
Orgulho nunca ferido
Mas renascido das cinzas
Negro fênix, negro luta.
Em prol do amor
O negro usa como arma
Uma linda flor
Somos da cor da noite
Filhos de todo açoite
Desde zumbi
Até aqui

Ass: Daniel Augusto dos Santos

Esperanduquê


Gabriel o Pensador

Eu nada posso esperar de uma raça que só tem filha da puta
Se espalha por todo lugar mas tem mais em Brasília
Escuta
No Brasil já teve guerrilha
Com armas
Com tudo
Mas hoje só temos um bando de cego surdo burro e mudo
Ninguém faz nada
Nem os governantes nem a massa dominada
O povo é ignorante e o governo é uma piada
E se você não é um ignorante
Muito bem
Então pelamordeDeus venha se expressar também
A voz do povo é a voz de Deus
Quem disse isso não fui eu
Mas eu acho que quem escreveu essa frase era ateu
Porque esse povo tá sem voz
O povo tá calado
Tá parado esperando Deus batendo palma pro diabo
E enquanto o diabo-rato-porco vai se perpetuando
O povo fica parado debaixo
De quatro
Bobolhando
Bobolhando
Se matando
Sem dinheiro
Esperando deitado de bruços
Esse é o povo brasileiro
Bobolhando
Boboescutando
Boboescutando
É você
Boboesperando
Boboesperando...
Esperando...
Esperanduquê?

domingo, 18 de outubro de 2009

Papel e caneta


(palavras unidas)
Ass.: Daniel A. dos Santos


Surto de memória
Contagem regressiva
O tempo e a história
História cansativa

Palavras que separadas são apenas
Mais palavras
Mas que juntas significam muito mais
Como um eu te amo
Adoro-te, meu amor.
Ou um “to com sono”

Juntando as coisas
Tudo parece mais fácil
Porque se duas cabeças pensam melhor que uma
Porque que com as palavras não pode ser “igual”?

Eu já chutei o português há muito tempo
Porém não o esqueci
Ainda sou um poeta alfabetizado
Mas adoro quebrar regras, e aí?

E aí que deu nisso
Uma grande roda gigante de palavras
Que assola seus olhos
Roda mundo, roda gigante.
Rodamoinho, roda pião.
O tempo passou num instante
E eu não vi não

Palavras repetidas
Palavras composta
Palavras...
Palavras unidas

O Reesto do mundo - urbanizando a vida


O Resto Do Mundo
Gabriel Pensador
Composição: Gabriel O Pensador

Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela
Eu me chamo de excluido como alguém me chamou
Mas pode me chamar do que quiser seu dotô
Eu num tenho nome
Eu num tenho identidade
Eu num tenho nem certeza se eu sou gente de verdade
Eu num tenho nada
Mas gostaria de ter
Aproveita seu dotô e dá um trocado pra eu comer...
Eu gostaria de ter um pingo de orgulho
Mas isso é impossivel pra quem come o entulho
Misturado com os ratos e com as baratas
E com o papel higiênico usado
Nas latas de lixo
Eu vivo como um bicho ou pior que isso

Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou... Eu num sou ninguém

Eu tô com fome
Tenho que me alimentar
Eu posso num ter nome mas o estômago tá lá
Por isso eu tenho que ser cara-de-pau
Ou eu peço dinheiro ou fico aqui passando mal
Tenho que me rebaixar a esse ponto porque a necessidade é maiordo que a moral
Eu sou sujo eu sou feio eu sou anti-social
Eu num posso aparecer na foto do cartão postal
Porque pro rico e pro turista eu sou poluição
Sei que sou um brasileiro
Mas eu não sou cidadão
Eu não tenho dignidade ou um teto pra morar
E o meu banheiro é a rua
E sem papel pra me limpar
Honra?
Não tenho
Eu já nasci sem ela
E o meu sonho é morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela
A minha vida é um pesadelo e eu não consigo acordar
E eu não tenho perspectivas de sair do lugar
A minha sina é suportar viver abaixo do chão
E ser um resto solitário esquecido na multidão

Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto do mundo
Eu num sou ninguém
Eu num sou nada
Eu num sou gente
Eu sou o resto do mundo
u sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto
Eu num sou ninguém

Frustração
É o resumo do meu ser
Eu sou filho da miséria e o meu castigo é viver
Eu vejo gente nascendo com a vida ganha e eu não tenho umachance
Deus! Me diga por quê?
Eu sei que a maioria do Brasil é pobre
Mas eu num chego a ser pobre eu sou podre!
Um fracassado
Mas não fui eu que fracassei
Porque eu num pude tentar
Então que culpa eu terei
Quando eu me revoltar quebrar queimar matar
Não tenho nada a perder
Meu dia vai chegar
Será que vai chagar?
Mas por enquanto

Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto do mundo
Eu num sou ninguém
Eu num sou nada
Eu num sou gente
Eu sou o resto do mundo
u sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto
Eu num sou ninguém

Eu num sou registrado
Eu num sou batizado
Eu num sou civilizado
Eu num sou filho do Senhor
Eu num sou computado
Eu num sou consultado
Eu num sou vacinado
Contribuinte eu num sou
Eu num sou comemorado
Eu num sou considerado
Eu num sou empregado
Eu num sou consumidor
Eu num sou amado
Eu num sou respeitado
Eu num sou perdoado
E também sou pecador
Eu num sou representado por ninguém
Eu num sou apresentado pra ninguém
Eu num sou convidado de ninguém
E eu num posso ser visitado por ninguém
Além da minha triste sobrevivência eu tento entender a razão daminha existência
Por quê que eu nasci?
Por quê tô aqui?
Um penetra no inferno sem lugar pra fugir
Vivo na solidão mas não tenho privacidade
E não conheço a sensação de ter um lar de verdade
Eu sei que eu não tenho ninguém pra dividir o barraco comigo
Mas eu queria morar numa favela amigo
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um novo recomeço Adeus, obrigado e um abraço


Por Deus você sorriu
Por Deus você chorou
A luz que todo mundo viu
A pessoa que me emocionou

A amizade, seu carisma
Dizem que a felicidade a felicidade é um momento
Que num instante pode ser jogada
Ao vento
Será utopia ou realidade
Querer estar com alguém
Que se goste assim

A saudade aperta
Dança a dança no compasso
Da insegurança
Adeus, obrigado e um abraço

Descobri que há sempre um pretexto
Pra se desculpar de tudo
Mas para isso não tem o tal pretexto
O “tchau” me deixou mudo

Assim me refaço
Sou gente inocente...
Duro é o recomeço

"Daniel Augusto dos Santos"

O quarto



(Daniel Augusto dos Santos)

Ele, olha eu aqui
Tentando achar
Um novo jeito de fugir
Pro meu mundo
Só estou avisando para que
Com antecedência
Ninguém tome nenhuma providencia
De me impedir
De ficar pensando
Na vida, em quem amo
Nas pessoas que confio
E sobre o que nós somos

Dependentes um do outro
Até para pensar
Meu segredo, minha falha
Meu ultimo ato de amar
Sei lá talvez pra onde eu vá
Eu fique mais leve
Sem ter que carregar o peso da responsabilidade
De saber
Ou não, se é amor de verdade
De agir
Com livre e espontânea
Liberdade e sinceridade

Sem o medo de machucar ninguém
Sem a ânsia de quere fazer o mundo girar
Saber a hora agir rápido
E a hora de cadenciar
Eu vou pro meu mundo
Pro meu quarto secreto
Onde esse ser do mundo
Consegue sonhar
E repensar
Como deve ser a vida